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Matéria Especial

Givanildo: "A alegria da conquista existe e está dentro de mim!"

Publicado: quinta-feira,22 de setembro de 2005
Por: CoralNET

Givanildo José de Oliveira tem 57 anos de idade, é treinador e está sendo um dos maiores responsáveis pelo rendimento extraordinário do Santa Cruz na temporada 2005. Mas a história dele no Arruda começou há muitos anos atrás.

Nascido na cidade de Olinda, Givanildo ingressou logo cedo nas categorias de base do Mais Querido, onde se tornou atleta profissional e atuou por sete anos. Foi penta campeão pernambucano, destaque nacional e chegou até a Seleção Brasileira.

Se o sucesso como jogador lhe rendeu treze títulos, como treinador Givanildo se destacou mais ainda. Em 21 anos de profissão já são dezoito conquistas, incluindo um título da Copa dos Campeões e dois títulos brasileiros da Série B.

Após tantas vitórias, Giva, como é conhecido, já está acostumado a vencer e, para alguns, a sua maneira comedida de comemorar no banco de reservas aparenta frieza. "Não sou frio. Quando sai o gol, dependendo do momento, eu vibro bastante, mas normalmente tento me conter. Sou muito ativo durante o jogo, eu grito, xingo, reclamo. Só que as punições hoje são muito severas e sou obrigado a me controlar".


Falando de comemoração, o treinador destaca o título estadual deste ano como um dos mais importantes de sua carreira e um dos que mais vibrou. "Essa conquista pelo Santa Cruz será inesquecível. Comemorei muito mesmo. O clube estava há nove anos sem ser campeão e algo dentro de mim dizia que eu iria mudar isso. Eu precisava disso na minha carreira".

Uma atitude de Givanildo chama muita atenção dos torcedores, sempre que está preste a conquistar um título, ele desce para os vestiários. O treinador afirma que isso não tem nada haver com um ritual: "É apenas um costume. Eu não gosto de multidão e normalmente quando somos campeões há invasão de campo. Já me pegaram uma vez na Ponte Preta e até quebraram meus óculos. A felicidade é grande, vou para o vestiário e vibro muito lá dentro com os atletas. A alegria de ganhar um título, ou até mesmo um jogo, ela existe e está aqui dentro".

Ao contrário dos atuais costumes, na época em que era jogador, Giva fazia questão de celebrar bastante as vitórias. "Sempre vibrava com os gols, mas só com os dos meus companheiros, porque eu mesmo não fazia. Quando os caras marcavam, eu corria atrás e festejava com eles".

Além de atitudes peculiares, o treinador do Santa Cruz tem histórias bem particulares. Hoje no Brasil, poucos profissionais tem oportunidade de trabalhar em equipes por tanto tempo quanto ele. Foi assim no América de Minas Gerais, no Payssandú e agora no Santa Cruz.

Outro fato interessante na carreira de Givanildo, é a empatia do mesmo com a torcida. Rencentemente ele ouviu os torcedores gritando o seu nome na arquibancada e acenou discretamente. "Eu fiquei muito alegre e reagi da minha maneira. É difícil você ver um estádio gritando o nome do treinador, mas, felizmente, na minha carreira de vez em quando isso acontece. Todos nós temos um pouco de vaidade e gostamos de ser elogiados. Mas não me iludo, sei que tudo depende do momento. O cara pode até aplaudir, mas lá no finzinho ele chama você de burro, só por que você não escalou o atleta que ele queria".


Mesmo escutando essas palavras, é difícil para algumas pessoas enxergarem essa imagem do comandante tricolor. Principalmente para quem já viu o comportamento sério, e muitas vezes áspero, de Givanildo com a imprensa e com desconhecidos. Mas os atletas e os amigos mais próximos garantem que por trás das câmeras ele é um verdadeiro amigo.

Esse é Givanildo José de Oliveira, profissional da mais alta qualidade. Um exemplo como atleta e como treinador. Apaixonado pelo Santa Cruz Futebol Clube e dono de um caráter excepcional.

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