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Santa Cruz 0 x 1 CSA/AL
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Lacerdão já foi palco de conquista coral sobre o Central


Publicado em 21 de julho de 2008

Por Marcos Velloso

Jogar contra o Central no Estádio Luiz Lacerda em Caruaru sempre foi considerado uma missão difícil para o trio de ferro da capital. Tanto, que quando se vence a patativa em seus domínios costuma-se dizer que uma fogueira foi pulada. Mas, em meio às dificuldades enfrentadas, o Santa Cruz e sua torcida têm ótimas lembranças do Lacerdão, como a conquista do terceiro turno do Campeonato Pernambucano de 86.

Naquele ano, o Santa havia sido campeão do primeiro turno e o Sport do segundo. No último turno, o Mais Querido terminou empatado com o Central, com oito pontos. Em 6 de agosto, no então Estádio Pedro Victor (hoje Luiz Lacerda), escolhido através de sorteio, Central e Santa Cruz fizeram uma partida extra para decidir o campeão. Para os centralinos, era a chance de conquistar pela primeira vez um turno, enquanto que o tricolor buscava a vantagem de jogar pelo empate na final do campeonato contra o Sport.



[crédito: Edvaldo Rodrigues e João Carlos Lacerda - Diario de Pernambuco]

A torcida coral, em cerca de 30 ônibus, compareceu em grande número à decisão em Caruaru, que vivia um clima de festa por conta da partida. O confronto era considerado equilibrado e tenso com as duas equipes em condições iguais. Quem vencesse conquistava a taça do terceiro turno, já o empate no tempo normal e na prorrogação levaria o jogo para os pênaltis.

E foi o que aconteceu. Santa e Central protagonizaram uma típica decisão, onde a garra prevaleceu sobre a técnica, acentuada pelo fato de o gramado estar bastante pesado devido às chuvas que castigavam a cidade. O primeiro tempo da partida foi do Central, exercendo uma forte pressão e impossibilitando o Tricolor de impor o seu toque de bola. Assim, os caruaruense chegaram ao gol, aos 26 minutos, depois de uma roubada de bola no meio-de-campo de Pitico, que tocou para Ricardo fazer 1x0.



[crédito: Edvaldo Rodrigues e João Carlos Lacerda - Diario de Pernambuco]

No segundo tempo, a cobra-coral voltou diferente. O técnico Moisés retirou Washington para a entrada de Jacozinho. A rapidez do trio ofensivo tricolor formado por Jacozinho, Marlon e Tiziu confundiu a defesa adversária, fazendo o Santa chegar ao empate. Logo aos quatro minutos Marlon lançou a Tiziu na ponta-esquerda e este cruzou para Jacozinho estabelecer o 1x1 no placar. Os goleiros Birigüi e Carlinhos seguraram o resultado no tempo regulamentar e na prorrogação, que ficou no 0x0.



Birigüi defende penalidade [crédito: Edvaldo Rodrigues e João Carlos Lacerda - Diario de Pernambuco]

Na disputa por pênaltis, o equilíbrio persistiu até a quarta cobrança. Central e Santa converteram as três primeiras penalidades, com Evandro, Erivan e Da Silva marcando para os donos casa e Marco Antônio, Marlon e Evaristo do lado tricolor. Veio a quarta cobrança, Jorge Vinícius, meio-campista centralino, bateu, mas a bola foi defendida pelo ídolo da torcida Birigüi. A cobra-coral passou a frente por intermédio de Tiziu. Dema ainda empatou. No entanto, Neto fechou a série em 5x4 para o Santa Cruz, dando o título do terceiro turno e desencadeando uma grande festa no Agreste pernambucano que a torcida coral espera repetir nesta quarta-feira, quando os dois times fazem um jogo decisivo na luta por uma vaga na próxima fase da Série C.

Somente quatro dias depois dessa extenuante e emocionante conquista em Caruaru, o Mais Querido decidiria o título estadual contra o Sport na Ilha do Retiro. Novamente a estrela do goleiro Birigüi brilhou e o placar de 0x0 foi suficiente para o Santa Cruz sagrar-se campeão Pernambucano de 86.



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