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Futebol Profissional

“É uma rotina para nós: cada jogo é uma decisão”, diz Dado Cavalcanti


Publicado em 07 de março de 2010, às 23:02

Por Redação CoralNET

Na partida deste domingo contra a Cabense, um dos destaques do Campeonato Pernambucano, o Santa Cruz reencontrou o caminho da vitória e voltou a figurar entre os quatro melhores da competição. Para o técnico Dado Cavalcanti, o jogo complicado, que terminou com o placar de 1 X 0, foi mais uma decisão para o Tricolor do Arruda.

Após a vitória, durante entrevista coletiva, o treinador analisou a partida, o posicionamento dos jogadores, as dificuldades da equipe, além da atuação do estreante Dedé.

O JOGO
“É uma rotina pra gente: cada jogo é uma decisão. Sabíamos da qualidade da Cabense, principalmente no setor defensivo, e que seria um jogo muito parecido com o do Central. Seria uma guerra de espaços dentro de campo e a melhor utilização desses espaços faria com que a equipe saísse vencedora”, afirmou Dado Cavalcanti.

Para o treinador, outro fator fundamental para a vitória foi a equipe saber aproveitar o detalhe do jogo. “No jogo passado perdemos por um detalhe, hoje a situação se inverteu: tivemos um pouco mais de competência e aproveitamos esse detalhe. Conseguimos abrir o placar e houve a expulsão do jogador da Cabense, o que consequentemente faria com que eles saíssem mais e abrissem um pouco mais de espaço, mas isso não aconteceu. É preciso entender que num confronto como esse, 1 X 0 é goleada para a gente, pois os conquistamos três pontos que nos faz voltar ao grupo dos quatro primeiros colocados e nos dá tranquilidade”, analisou.

POSICIONAMENTO
Com a ausência do meia Elvis, o treinador preferiu iniciar a partida apenas com Jackson no meio de campo e com os atacantes Joelson, Souza e Brasão. O motivo da mudança, segundo o treinador, foi manter a velocidade ofensiva, que é uma das principais características do time.

“O Elvis dá velocidade à partida e muitas vezes joga como terceiro atacante. Assim, com a entrada de Souza e Brasão, Joelson poderia fazer a mesma função. Infelizmente, quando ele perdeu o pênalti, seu rendimento caiu muito e nós tentamos trazê-lo de volta para o jogo, mas não conseguimos. Então, do ponto de vista tático, a entrada dos três me satisfez, porém do ponto de vista técnico não”, disse Dado Cavalcanti.

SUBSTITUIÇÃO
Durante o intervalo, o treinador cobrou dos jogadores uma maior utilização das laterais do campo. Esse também foi o motivo da substituição de Joelson por Marcelinho, como ele explica.

“A Cabense jogava com três zagueiros e trouxe um volantes para marcar especificamente o Joelson, o que tumultuava o meio de campo, enquanto os alas marcavam Gilberto e Jefferson individualmente, comprometendo as ultrapassagens. O que sobrava era a chegada por trás do Dedé, que começou a ganhar confiança e foi o elemento surpresa do primeiro tempo. Para o segundo, precisávamos de mais e por isso a entrada do Marcelinho, que fazia a movimentação do meio para as laterais”.

DIFICULDADE
Para Dado Cavalcanti, o time sentiu dificuldade para sair da marcação da Cabense, e um dos motivos para isso foi a intranquilidade na retenção da posse da bola, além da falta de velocidade na transição da defesa para o ataque.

“Isso não aconteceu no meio de campo, mas nas saídas de bola com Alysson e Leandro poderiam chegar com mais qualidade no Jackson, que fez uma brilhante partida hoje. Ele fez muito bem a ligação entre a defesa e o ataque, pegando a bola com os volantes, conduzindo ao meio de campo e abrindo o jogo”, analisou.

DEDÉ
Quem também teve a atuação elogiada foi o estreante Dedé. “Ele foi muito bem em campo. De certa forma, começou o jogo um pouco tímido e exercendo uma função de cobertura.  A partir do momento que viu que havia espaço para conduzir a bola, ele conseguiu, com confiança, movimentar mais nossa equipe, dar mais de velocidade no meio de campo, e até finalizar. Fez uma grande estréia e é um jogador que vai nos ajudar muito”.

Fonte: Agência CoralNET de Notícias

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