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Futebol Profissional

Diferente dos últimos anos, Santa Cruz usou poucos jogadores da base na temporada

Publicado: domingo,6 de dezembro de 2015, às 16:58
Por: Daniel Lima

Ao contrário dos últimos anos, o Santa Cruz usufruiu pouco das categorias de base nesta temporada. O grande destaque foi o volante Wellington Cézar. O garoto de 21 representou os pratas da casa e ganhou reconhecimento dos torcedores corais, devido a suas atuações regulares. Seguro na marcação e com bom vigor físico, o jovem atuou em 32 jogos dos 37 da Série B e se transformou em unanimidade na cabeça de área. Ainda foi coroado com o título pernambucano e o acesso à elite do futebol brasileiro, as suas duas primeiras conquistas no início da carreira.

Ele se firmou na equipe titular, deu consistência ao setor de marcação e adquiriu a confiança do técnico Marcelo Martelotte. Além do mais, venceu a forte concorrência dos volantes Bileu, Bruninho e Moradei.  Nas vezes em que Wellington Cézar não atuou na Série B foi pelo fato de estar suspenso por cartão.  Mas no Campeonato Pernambucano o garoto quase não teve oportunidades e era banco de Edson Sitta, homem de confiança e capitão da equipe de Ricardinho, ex-técnico do Santa, que elogiou o atleta, mas quase não o aproveitou.

No elenco do Santa Cruz, mais sete jogadores formados nas divisões de base do clube: os meias Renatinho, Raniel, Marcílio, Williams Luz, os zagueiros Walter Guimarães e Otávio e o atacante Gllawcyo (foto) - com exceção de Renatinho, todos têm entre 17 e 19 anos de idade. Dessa lista, apenas os dois primeiros foram utilizados com mais frequência. Já os dois últimos chegaram a ser emprestados durante a temporada para times de menor expressão do futebol brasileiro.

Em termos de frequência, Renatinho, que está no Arruda desde 2009, é o único cria da casa que se aproxima de Wellington Cézar em atuações. Este ano, foram 32 partidas com a camisa coral, sendo 23 na Série B e nove no estadual, com apenas dois gols marcados. Ao todo, 19 aparições no time titular. Já o meia Raniel, visto como joia pela diretoria e pelos torcedores, enfrentou vários problemas ao longo do ano (doping e justiça) e foi utilizado poucas vezes.

O garoto de 19 anos jogou 15 partidas (oito  pelo Pernambucano e sete na Série B), mas apenas cinco como titular, marcando dois gols. Apesar dos obstáculos no extracampo, Raniel foi eleito a revelação do Campeonato Pernambucano. O caso mais curioso é o do meia Marcílio, de 20 anos. Ele só atuou em uma partida na Série B, na 21ª rodada, contra o Paraná. Mesmo o time coral sendo derrotado por 3 a 2, fora de casa, o jovem foi bem e marcou um gol na sua primeira exibição como profissional.
Depois disso, não foi mais usado e algumas vezes compôs apenas o banco de reservas.

Nos anos anteriores, o Santa conseguiu se recuperar no futebol com o auxílio das categorias de base. Jogadores como o atacante Gilberto, o meia Natan, o volante Memo e o zagueiro Everton Sena entraram na história do clube pelas conquistas, contribuindo para o ressurgimento do Mais Querido no cenário nacional.

Foto: CoralNET

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