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Futebol Profissional

A preparação do Santa Cruz para Grafite atingir as expectativas na volta ao Brasil

Publicado: sexta-feira,1 de janeiro de 2016, às 16:12
Por: Daniel Lima

Uma volta produtiva e coroada com o acesso à Série A. A trajetória de Grafite, que retornou ao clube 13 anos depois, com a camisa do Santa Cruz na temporada 2015 foi positiva. Para ajudar o time na competição, o experiente jogador precisou de muita superação e força de vontade para adquirir novamente o ritmo do futebol brasileiro. Vários obstáculos foram ultrapassados até a reestreia pelo tricolor do Arruda.

O detalhe é que, antes de acertar com o Santa, o atacante estava atuando há nove anos no exterior e chegou com peso de uma das maiores contratações do futebol pernambucano nos últimos anos. Durante esse tempo fora do país, no Catar, Grafite tinha o costume de realizar treinos noturnos e os horários eram completamente diferentes dos do Brasil.

Desta forma, o departamento físico do clube readaptou o atleta e intensificou trabalhos específicos de velocidade, força, resistência, entre outras atividades prescritas no cronograma. Além disso, o centroavante não é nenhum garoto e já tem uma idade acima da média, 36 anos. Portanto, aguentar o ritmo intenso do futebol brasileiro, também foi outro desafio, mesmo não tendo o mesmo fôlego de outros tempos. O preparador físico Jailton Cintra contou como aconteceu todo procedimento desde a sua contratação.

“Grafite veio de um futebol no qual se treina pouco, trabalhos à noite e fusos horários opostos. Também teve a questão do clima. É bem diferente o nível e a qualidade do futebol. Na realidade, quando ele chegou (no Santa Cruz) fizemos uma adaptação em relação aos treinamentos. Depois, aconteceram as preparações referentes às partes física, tática e técnica. Vimos como ele se encontrava fisicamente, até porque o jogador tem uma idade mais elevada. Tudo isso foi levado em consideração”, detalhou o profissional.

ESTREIA

A expectativa da torcida coral para rever o Grafite atuando com a camisa tricolor era imensa. A volta dele no dia 8 de agosto do ano passado foi triunfante e em grande estilo, marcando o único gol que decretou a vitória coral sobre o Botafogo/RJ por 1 a 0, num Arruda com quase 45 mil pessoas. A sua estreia acabou sendo no tempo exato, como revelou o preparador Jailton. Segundo ele, a comissão técnica decidiu colocar o atacante em campo depois do prazo, pois internamente a previsão era de ele jogar contra o Bahia/BA, no final do mês de julho.

“Existia um prazo para ele jogar, que era uma partida anterior à do Botafogo. Mas achamos por bem ele estrear uma semana depois. Na sua estreia, atuou quase os 90 minutos, mas havíamos programado só meio tempo (45 minutos). Mas com o resultado positivo durante o jogo, ele suportou mais”, disse o preparador físico.

NÚMEROS

Em 2015, pelo Santa Cruz, o centroavante marcou sete gols em 15 jogos como titular, ajudando na ascensão à elite. Acabou assumindo a grande responsabilidade e teve um desempenho satisfatório. Até porque só jogou um pouco mais da metade da Série B, pois estreou faltando 21 rodadas para o término da competição. Não é à toa que as suas atuações renderam elogios do preparador físico.

“Grafite nos ajudou bastante nos jogos e teve um desempenho mais do que esperado. Também representou muito para o grupo, por conta do seu nome e da história no futebol brasileiro e mundial”, avaliou Cintra.

LESÃO

No decorrer do campeonato, no mês de setembro, Grafite machucou a panturrilha esquerda e passou um mês para se recuperar totalmente, ficando ausente em três partidas consecutivas. Sobre a lesão, o preparador físico coral não se surpreendeu, pois o jogador já tinha sofrido problemas na região. Contudo, destacou que o clube soube resolver a situação.

“Tínhamos seu histórico de lesão bem mapeado e detalhado. Realmente ele já tinha outras lesões na panturrilha. Aqui foi reincidente dessa lesão. Ele fez um procedimento médico com plaquetas (plasmas) para alinhar suas fibras e fortalecer sua musculatura. Realizamos outra preparação depois disso e no final o jogador nos ajudou bastante Contornamos bem isso. No futebol, tem probabilidade de lesão, mesmo com toda tecnologia. Tenho certeza que o trabalho foi bastante planejado. Todos tiveram parcelas importantes”, analisou.

DIFERENCIAL

Apesar de todas as dificuldades, Grafite foi muito útil para o Santa. A referência da equipe ajudou com sua experiência por ter um currículo vasto. Defendeu a Seleção Brasileira, na época que o técnico Parreira comandava a Canarinha, sendo convocado para a Copa do Mundo, em 2010. Também acumula passagens por Matonense/SP, Ferroviária/SP, Grêmio/RS, Anyang Cheetahs, da Coréia, Goiás/GO, São Paulo/SP, Le Mans, da França, Wolfsburg, da Alemanha e Al-Ahli, dos Emirados Árabes.

Foto: CoralNET

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