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Futebol Profissional

Entrevista exclusiva com o zagueiro Danny Morais

Publicado: segunda-feira,21 de novembro de 2016, às 16:56
Por: Daniel Lima

Os primeiros passos de Danny Morais no futebol foram dados em 1998. À época, chegou ao Internacional-RS com 13 anos, estreou no time profissional em 2004 e ficou em Porto Alegre até o ano de 2010. Depois de participar da década mais vencedora do Colorado, o zagueiro rodou por vários clubes – Botafogo-RJ, Bahia-BA, Al-Ettifaq (Arábia Saudita) e Chapecoense-SC – até parar no Santa Cruz no ano passado. Com a sua experiência e liderança dentro e fora de campo, virou uma das referências do time e ganhou identificação. 

Ao longo da sua trajetória no Arruda, o zagueiro Danny Morais acumula conquistas. Foram dois títulos pernambucanos, uma Copa do Nordeste e um acesso à Série A. Logo quando se apresentou no Santa Cruz a pedido do ex-técnico tricolor Ricardinho, em 2015, ele encarou a chance como um recomeço na carreira e conseguiu dar a volta por cima. 

CAPITÃO
“Geralmente eu fui capitão por onde passei, mas também dividia essa responsabilidade como faço hoje com Grafite, Tiago Cardoso. Em outras equipes também foi assim. Às vezes, não levava a braçadeira, mas sempre fui um atleta que as pessoas tinham uma segurança”.

REBAIXAMENTO
“Hoje eu respondo pelo Santa Cruz. O que eu passei lá (no Internacional) foi bonito, mas eu tenho que ser profissional. Inclusive, nós fizemos quatro pontos contra o Inter na Série A. Aqui somos nós responsáveis pela situação e lá são eles. Se eu tivesse que escolher, torceria para que os dois clubes permanecessem na competição”.

SISTEMA DEFENSIVO
“Aqui temos jogadores muitos jovens. Luan Peres e Neris estrearam este ano na Série A, então com certeza eles sentem essa adaptação. Os dois têm qualidade e demonstraram isso. Quando se toma gol, a culpa sempre vai para o zagueiro e goleiro. Eu vejo isso como um todo e dentro do grupo a gente sente isso também. Todos sabem que a marcação começa lá na frente, com Grafite, Keno. É sempre ruim tomar gols, mas não tenho nada a lamentar. Tentamos fazer o melhor”.

TROCAS NO COMANDO
A mudança constante de técnicos não é boa para ninguém. Tem que ser feito um planejamento, mas não pode ser imediatista. Tem que ter tempo para se trabalhar. De acordo com um levantamento que vi, o Santa é um dos times que menos trocou técnico. Desde que cheguei aqui falaram que o clube tinha essa postura. Aqui não é fácil, a cobrança é grande e temos muitos empecilhos em relação à estrutura e a pedidos. O treinador ficando mais tempo cria uma identidade com o clube, como o Adriano Teixeira agora. Acredito que tenha que ter calma com o treinador e dar estrutura para ele trabalhar”.

ESTRUTURA
“O Santa Cruz deixa a desejar no aspecto de organização. Primeiramente, o clube precisa se organizar. Há pessoas aqui que querem fazer isso. A torcida é grande e acaba cobrando o imediatismo. Eu vejo os dois lados. Não é fácil passar por isso, mas tem que ser enfrentado. Estamos aqui desde o ano passado e sabemos como é”.

FUNCIONÁRIOS
“É muito complicado falar disso. Realmente, é a primeira vez que eu passo por isso, assim como muitos aqui. Mas a gente nunca fugiu disso e sempre encaramos tentando ajudar o que podemos. Fazemos parte de tudo que está acontecendo e não queríamos estar nessa situação. Existem pessoas boas aqui dentro e elas querem ajeitar isso. A situação acaba se agravando com os resultados dentro de campo. No ano passado, tivemos problemas financeiros, mas conseguimos vitórias e amenizou um pouco. Hoje, alguns jogadores têm a condição de se manter com os salários atrasados, que não é o correto. E a gente fica triste por essa situação e é uma coisa que esperamos que seja mudada o mais rápido possível”.

LÍDERES
“Seguramos muitas broncas. Foram várias coisas que poderiam ir para o lado errado. A gente conseguiu reverter algumas situações. Estamos sendo homens até o final. Quando tudo dá certo, é fácil ser líder. Agora, no momento em que as coisas não estão boas, é nessa hora que temos que botar a cara para comprar a briga. Nas situações de dificuldades, aprendemos muitas coisas”. 

TORCIDA
“Confesso que quando vim pra cá não sabia que o Santa Cruz era tão forte. A única imagem que eu tinha era o clube nas Séries D e C e com 50 mil pessoas no estádio. Quando cheguei aqui, eram três títulos pernambucanos seguidos. A força do clube é essa assim. Todos precisam se unir para o crescimento ser maior nos próximos anos”.

FUTURO
“O momento agora é de sondagens, mas o campeonato ainda não acabou. Eu estaria sendo egoísta se estivesse negociando contrato, salário, e os funcionários numa situação complicada. Acho que é uma coisa momentânea, mas temos que saber sobre o futuro do clube. Tem que se conversar e pensar em tudo antes. Só posso ter uma posição quando o Santa Cruz começar a pensar no próximo ano. O que está travando são os problemas financeiros, mas eu nunca fugi das responsabilidades. Já manifestaram o desejo da minha permanecia, mas ainda é muito vago”.

MOMENTOS
“Foram muitas situações difíceis, mas aprendi muito. Foi assim que conseguimos ter glórias. Pra mim, tenho dois momentos mais marcantes: dentro de campo, foi o gol que fiz na Fonte Nova contra o Bahia (Série B do ano passado), e fora dele teve a final do Campeonato Pernambucano, que realmente foi emocionante. Cada vez que vejo as fotos realmente fico emocionado. A identidade está criada, independente do futuro”.  

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Foo: CoralNET

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