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Futebol Profissional

Chateado com realidade do clube, Martelotte trata derrota como pior atuação desde a sua chegada

Publicado: sábado, 11 de novembro de 2017, às 20:23
Por: Alexandre Ricardo

O abatimento era visível no técnico Marcelo Martelotte ao final da derrota por 4x2 para o Boa Esporte/MG. As lamentações com o fraco rendimento da equipe dentro de campo se misturaram às reflexões acerca dos motivos que deixaram o Santa Cruz a um passo de ter seu rebaixamento concretizado. 

Analisando a partida, o treinador coral relacionou o resultado negativo aos acontecimentos do pós-jogo contra o Vila Nova/GO, na última terça-feira(7). Entre os assuntos dos 90 minutos, Martelotte explicou a mudança que fez no intervalo, com Derley improvisado na lateral-direita. 

" Fizemos um jogo abaixo do nível que vínhamos apresentando, o pior desde que cheguei. Sentimos o time desgastado, a lógica que foi feita não era a ideal. Queríamos vir de Goiânia direto para Minas Gerais, mas pela situação que o clube passa, não foi possível. O Derley não funcionou. Estávamos tendo dificuldades no lado direito e não soubemos neutralizar ", resumiu. 

Não se falou em outra coisa nos últimos dias. A crise administrativa que vive o Santa Cruz é tratada como o grande motivo de fazer o clube voltar à terceira divisão do futebol nacional. Apesar da derrota justa, Marcelo Martelotte relembrou a campanha como um todo para lamentar o baque. 

" A situação do Santa Cruz não passa só pelo jogo de hoje. Foi toda uma campanha que nos trouxe até aqui. Quantos jogadores passaram pelo Santa Cruz na competição? O número de treinadores chegou a quatro, numa média menor que dez partidas para cada um. Quando um assunto de greve é repercutido mais que o próprio jogo, alguma coisa deve estar errada ", argumentou o comandante coral. 

HONRA 
" A partir de agora, vamos honrar a camisa e a tradição do clube. O nome de cada um. O campeonato tem outros profissionais que dependem dos resultados dos nossos jogos. Vamos enfrentar o Paraná que briga para subir. Vamos entrar com o mesmo espírito de decisão pois temos uma responsabilidade ". 

CONTRASTE
" O emocional pesa. O time entra em campo numa zona de rebaixamento, com a consciência de que poderia estar em outra situação. Se a realidade fosse outra, estaríamos brigando na parte de cima da tabela. O grupo é bom, tem qualidade. Tudo poderia ser diferente ". 

ESCOLHA 
" Quando acertei a vinda, há dois meses, me chamaram de louco. A situação já era difícil e eu tinha uma boa história aqui. Me arrisquei, mas a minha resposta foi a mesma: vou para fazer o que posso. Não foi por dinheiro. Se fosse por isso, não viria porque sei da realidade ".

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